Sinto que quero escrever-te o quanto sinto você.
Já deves estar acostumada à mesma caligrafia
Mas mesmo assim, ainda escrevo e espero, não seja
a última das milhares que ainda quero escrever; cartas
É engraçado, quero dizer tudo o que hoje sou e só
consigo enxergar teu rosto e teu semblante dormindo.
Onde estão todos os versos que me inspiraste sempre tu?
Em minha folha, escolha a palavra que melhor seja
Não sou poeta de milagres. Sou por milagre um poeta.
Poeta do que não sei e do que sempre esperei; esperar
Dos teus longos e alvos cabelos obtenho o objeto do amor
e nada mais me diz as coisas que sei tanto como tu
Bailam milagres, torvelinhos entre o silêncio
e tudo segue como sempre foi e eu, como fui e sou
Não há muita coisa que queira dizer em defesa minha,
apenas na tua. Salvar-te de mim. Dar-te meu ser
Assim serás salva. Com o amor de um homem pobre, pois
pobre é o homem que tudo tem e nada quer; a vida
Pobre de quem ama e é dono do próprio amor; escravo
A primeira das milhares que ainda quero escrever; cartas
Esta página foi criada para defender nossa "independência cultural"; direito de pensar por nós mesmos.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Pequeña paradoja entre la persona amada y el ser creador trazando antagonismos y situaciones semejantes a ambos a través de un subjetivismo metafórico (cartas a Resende)
Tú estás aquí
porque no estás
Y si te siento
es porque no
Hoy sé que no
mañana menos
talvez vendrás
pero ahora no
Puede que sí
Lo puede ser
Pero lo dudo
no quiero creer
Ahora, si quieres,
si lo deseas,
trata de estar
con quien lo quieras
Quieres salir
a tomar algo?
Si no a cenar,
puedes decir
Qué es lo que ves?
lo veo al revés
el ojo mío
no es ojo tuyo
Y el desayuno?
Lo traigo yo?
O ya ha llegado?
Lo has traído tú?
Deseas la cama
o me deseas?
creo que da igual,
es lo que creo
Y tú; en qué crees?
Yo creo en ti
Me creó a mí
En que crees tú?
Tú estás aquí
porque no estás
Y si te siento
es porque no
porque no estás
Y si te siento
es porque no
Hoy sé que no
mañana menos
talvez vendrás
pero ahora no
Puede que sí
Lo puede ser
Pero lo dudo
no quiero creer
Ahora, si quieres,
si lo deseas,
trata de estar
con quien lo quieras
Quieres salir
a tomar algo?
Si no a cenar,
puedes decir
Qué es lo que ves?
lo veo al revés
el ojo mío
no es ojo tuyo
Y el desayuno?
Lo traigo yo?
O ya ha llegado?
Lo has traído tú?
Deseas la cama
o me deseas?
creo que da igual,
es lo que creo
Y tú; en qué crees?
Yo creo en ti
Me creó a mí
En que crees tú?
Tú estás aquí
porque no estás
Y si te siento
es porque no
Sem título (cartas a Resende)
É o espiral
o cromatismo
de tudo ismo
e a nova ordem
ambulante
Que para amar-te
preciso mais que uma
boa razão para querer-te
preciso ver-te
Paranormal
e o Cristianismo
de tudo ismo
e a nova ordem
perambulante
Pois para amar-te
preciso mais que uma
boa razão para ver-te
quero querer-te
o cromatismo
de tudo ismo
e a nova ordem
ambulante
Que para amar-te
preciso mais que uma
boa razão para querer-te
preciso ver-te
Paranormal
e o Cristianismo
de tudo ismo
e a nova ordem
perambulante
Pois para amar-te
preciso mais que uma
boa razão para ver-te
quero querer-te
No entardecer e na agonia (cartas a Resende)
Hoje não quero escrever
Não quero ver que hoje há sol
Nem às voltas vou ficar
Não vou olhar pra trás
O que acontece na vida afora
(Agora já não há mais verão)
O que antigamente foi
Já se foi, apenas foi
Hoje você me pergunta, por quê?
E eu respondo porque sim
ontem foi a minha vez
e você disse porque sim
E você me pergunta, por quê?
E eu digo que não sei
Hoje não quero saber
qual o dia, ano ou mês
Há alguns dias você partiu
Não saiu, eu te expulsei
Daqui de dentro onde jaz
tua sombra e algo mais
Embora não queira nada
quero tudo e todos
Mas não quero mais
a mesma obra inacabada
Te espero não sei pra quê
E quero não sei o quê
Tudo não se quer mais
Tudo agora apenas jaz
E já que estou neste banco
eu canto com a caneta antiga
que de antiga não escreve bem
a canção do exílio desse alguém
Não era apenas tu
Era teu amigo
Não era apenas eu
Eram os teus medos
Não era apenas medo
Era todo o enredo
Eram as mensagens
Eram as bobagens
E agora que tudo jaz
o tempo traz a distância
A casa fria, antiga e distante
é o que enfrento de agora em diante
Ante tudo e ante todos
Perante a amante e a traição;
fico com esta última
pois nunca pedirá perdão
Perdão por esta vida e pela outra
(Será apenas outra encarnação)
Sai o escárnio e a maldição,
entra a quietude e a solidão
Por que sair de cena agora
se a performance te alcançou?
Por que fingir tuas duras penas
se não passa de encenação?
Não sigo apenas um caminho
Sigo dois, quatro ou cinco
E enquanto distingo onde ando
o caminho brota, floresce, nasce
Já faz tanto tempo...
Acho que nem faz
A escola agora está fechada
e a rua agora é contramão
Não passa, não vem, nem destrói
E tudo o que um dia foi
já não bate como a dor que dói,
que perfura e que corrói
Enquanto não vens,
a outra vida adiante;
Os vários caminhos,
inúmeras partes
Se a vida é injusta pra você
não se iluda com minha presença
Pois eu serei apenas outro mais
que saberá te eludir com eloquência
A vida passa sem querer
E ficamos esperando viver
Mas ela está neste dia,
no entardecer e na agonia
Não quero ver que hoje há sol
Nem às voltas vou ficar
Não vou olhar pra trás
O que acontece na vida afora
(Agora já não há mais verão)
O que antigamente foi
Já se foi, apenas foi
Hoje você me pergunta, por quê?
E eu respondo porque sim
ontem foi a minha vez
e você disse porque sim
E você me pergunta, por quê?
E eu digo que não sei
Hoje não quero saber
qual o dia, ano ou mês
Há alguns dias você partiu
Não saiu, eu te expulsei
Daqui de dentro onde jaz
tua sombra e algo mais
Embora não queira nada
quero tudo e todos
Mas não quero mais
a mesma obra inacabada
Te espero não sei pra quê
E quero não sei o quê
Tudo não se quer mais
Tudo agora apenas jaz
E já que estou neste banco
eu canto com a caneta antiga
que de antiga não escreve bem
a canção do exílio desse alguém
Não era apenas tu
Era teu amigo
Não era apenas eu
Eram os teus medos
Não era apenas medo
Era todo o enredo
Eram as mensagens
Eram as bobagens
E agora que tudo jaz
o tempo traz a distância
A casa fria, antiga e distante
é o que enfrento de agora em diante
Ante tudo e ante todos
Perante a amante e a traição;
fico com esta última
pois nunca pedirá perdão
Perdão por esta vida e pela outra
(Será apenas outra encarnação)
Sai o escárnio e a maldição,
entra a quietude e a solidão
Por que sair de cena agora
se a performance te alcançou?
Por que fingir tuas duras penas
se não passa de encenação?
Não sigo apenas um caminho
Sigo dois, quatro ou cinco
E enquanto distingo onde ando
o caminho brota, floresce, nasce
Já faz tanto tempo...
Acho que nem faz
A escola agora está fechada
e a rua agora é contramão
Não passa, não vem, nem destrói
E tudo o que um dia foi
já não bate como a dor que dói,
que perfura e que corrói
Enquanto não vens,
a outra vida adiante;
Os vários caminhos,
inúmeras partes
Se a vida é injusta pra você
não se iluda com minha presença
Pois eu serei apenas outro mais
que saberá te eludir com eloquência
A vida passa sem querer
E ficamos esperando viver
Mas ela está neste dia,
no entardecer e na agonia
A tua ausência (cartas a Resende)
Prima em meu peito
fragrância distante
e a sensação vívida
de tua presença
A fumaça tênue
de um amor vazio
sopra em vento frio
dessa tua ausência
À tua ausência
envio meu silêncio,
perto do teu colo
a minha essência
Desta alma clemente
tem por Deus clemência
e priva minha alma
desta tua ausência
fragrância distante
e a sensação vívida
de tua presença
A fumaça tênue
de um amor vazio
sopra em vento frio
dessa tua ausência
À tua ausência
envio meu silêncio,
perto do teu colo
a minha essência
Desta alma clemente
tem por Deus clemência
e priva minha alma
desta tua ausência
Cachoeira
Envolve-me nos teus braços frios e pesados
Desperta-me o amor à natureza, ao belo
Estala-me ardor ao corpo calmo e à deriva
Acorda-me o temor à natureza, à vida
Chuva plácida de manancial
Faz de mim a testemunha mais sólida
O contemplado mais cálido
Da vida pura em bolhas purpúreas
Cala-me o sentimento, esmaga-me no peito
Arranca-me pecados, malvados que há em mim
Deixa-me atônito, agrada-me ao vento
Eleva minha essência benéfica, sem fim
Desperta-me o amor à natureza, ao belo
Estala-me ardor ao corpo calmo e à deriva
Acorda-me o temor à natureza, à vida
Chuva plácida de manancial
Faz de mim a testemunha mais sólida
O contemplado mais cálido
Da vida pura em bolhas purpúreas
Cala-me o sentimento, esmaga-me no peito
Arranca-me pecados, malvados que há em mim
Deixa-me atônito, agrada-me ao vento
Eleva minha essência benéfica, sem fim
Chuva plácida de manancial
Faz de mim a testemunha mais sólida
O contemplado mais cálido
Da vida pura em bolhas purpúreas
08/01/2008 - 3h22 am
Completa-se a vida
que se vai
Rasura-se assim
esta vida
Sempre mal vestida
de cetim
Eu dato-me em 05
de janeiro
que se vai
Rasura-se assim
esta vida
Sempre mal vestida
de cetim
Eu dato-me em 05
de janeiro
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