Quanta súplica ao vento
e quanta lágrima distante!
que razão haverá por trás
da triste história do homem?
O que se foi é matéria-prima
para sua segunda advinda
Qual será o relógio feroz
que lhe confessa a sós as horas?
Esta página foi criada para defender nossa "independência cultural"; direito de pensar por nós mesmos.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Sem título (cartas a Resende)
Aceito seu conselho
e faço canção
não me impressiona
mais o espelho
Toda melodia tem você
em todo acorde você
até no espelho é você
acho que eu sou você
Se eu apenas lembrasse
de não lembrar você
Ah! se você lembrasse
do que eu sinto por você
E agora nesta hora
queria ouvir o som
do aparelho a chamar
e do outro lado eu
e faço canção
não me impressiona
mais o espelho
Toda melodia tem você
em todo acorde você
até no espelho é você
acho que eu sou você
Se eu apenas lembrasse
de não lembrar você
Ah! se você lembrasse
do que eu sinto por você
E agora nesta hora
queria ouvir o som
do aparelho a chamar
e do outro lado eu
Idade para amar (cartas a Resende)
Cítaras soam e ecoam
Voam sílabas estéreis
Aluviões de saudades;
Idade para amar?
Não há.
Espiral infinito
Escrito sem cessar
Mar de profundos mares;
Idade para amar?
Não há.
Giram trovas e liras
Novas no tempo e espaço
Megatons de prazer;
Idade para amar?
Não há.
Suave tremor do ser,
Ao parecer é amor,
Congela tudo em mim
Idade para amar?
Não há.
Voam sílabas estéreis
Aluviões de saudades;
Idade para amar?
Não há.
Espiral infinito
Escrito sem cessar
Mar de profundos mares;
Idade para amar?
Não há.
Giram trovas e liras
Novas no tempo e espaço
Megatons de prazer;
Idade para amar?
Não há.
Suave tremor do ser,
Ao parecer é amor,
Congela tudo em mim
Idade para amar?
Não há.
Longas noites de sábado
Dançando nuas em sombras
Escuras luas desérticas
E suas ligações peptídicas
Esqueléticas ancas
Suave vai-e-vem do bem
Intrépida, espetacular
Embriagada em luar...
Louca vida passageira
Quão louco é o luar ou Zeus
Amadeus para sempre cômico
Atômico em seu palpitar
Amar em sílabas tônicas
Atônitas bocas loucas
Sinfônicas brisas quentes
Em fônicas alma-mentes
Dançando nuas em sombras
Escuras luas desérticas
E suas ligações peptídicas
Esqueléticas ancas
Suave vai-e-vem do bem
Intrépida, espetacular
Embriagada em luar...
Louca vida passageira
Quão louco é o luar ou Zeus
Amadeus para sempre cômico
Atômico em seu palpitar
Amar em sílabas tônicas
Atônitas bocas loucas
Sinfônicas brisas quentes
Em fônicas alma-mentes
Cabe ao tempo escolher a rima
A ruina é ritmo dissoluto
Quebra do instrumento absoluto
Em ressonância cristalina
Morno e indiferente Carnaval
Noite morta em ciclos de poemas
Pedaços ordena em usual tema
A expectativa do que é casual
Liberdade em movimentos
Sem tormentos nem misérias
A pilhéria e o som do vento
Na correnteza da artéria
A ruina é ritmo dissoluto
Quebra do instrumento absoluto
Em ressonância cristalina
Morno e indiferente Carnaval
Noite morta em ciclos de poemas
Pedaços ordena em usual tema
A expectativa do que é casual
Liberdade em movimentos
Sem tormentos nem misérias
A pilhéria e o som do vento
Na correnteza da artéria
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Aviões de papel
No mundo há bilhões de histórias
Que nunca são contadas em livros
Nós nunca teremos a sorte
De lermos depois do jantar
Histórias mil - heróis anônimos -
De velhos, crianças e jovens
Um álbum de fotografías
Rostros que nunca verei
Um infinito mar de luzes
De filmes, livros e canções
Memórias de mundos reais
Destinos que não cruzarei
Pairando no céu azul
Como as gaivotas do mar
Planando frágeis no ar
Como aviões de papel
Que nunca são contadas em livros
Nós nunca teremos a sorte
De lermos depois do jantar
Histórias mil - heróis anônimos -
De velhos, crianças e jovens
Um álbum de fotografías
Rostros que nunca verei
Um infinito mar de luzes
De filmes, livros e canções
Memórias de mundos reais
Destinos que não cruzarei
Pairando no céu azul
Como as gaivotas do mar
Planando frágeis no ar
Como aviões de papel
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