O erro é o eu
Vir a ser ou não vir a ser
Ser ou não ser
O cérebro é do tempo
A mente não
O inimigo é o tempo
A transformação que se busca
Ser ou não ser
O pensamento é do tempo
O relógio não
Vivo no tempo porque penso
Penso que eu vivo no tempo
Não tenho tempo pra pensar
E pensar que já nem tenho tempo...
Não existe nada
Ao mesmo tempo
- tudo
Esta página foi criada para defender nossa "independência cultural"; direito de pensar por nós mesmos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A verdade
Se eu não estivesse morto eu morreria
Pois nesta vida já morri demais
Vivo esperando pra morrer de verdade
Mas a verdade é que ainda viverei muito mais
Se eu não soubesse tanto eu não seria
Pois nesta vida já estudei demais
Vivo escrevendo pra aprender de verdade
Mas a verdade é que ainda aprenderei muito mais
Se eu pagasse pra ver eu venceria
Pois nesta vida já devi demais
Vivo pagando pra poder saldar a verdade
Mas a verdade é que ainda pagarei muito mais
Se eu soltasse você me libertaria
Pois nesta vida já me prendi demais
Vivo esperando para ser livre de verdade
Mas a verdade é que ainda me encarcerarei muito mais
Se eu não estivesse morto eu morreria
Pois nesta vida já morri demais
Vivo esperando pra morrer de verdade
Mas a verdade é que ainda viverei muito mais
Se eu não soubesse tanto eu não seria
Pois nesta vida já estudei demais
Vivo escrevendo pra aprender de verdade
Mas a verdade é que ainda aprenderei muito mais
Se eu pagasse pra ver eu venceria
Pois nesta vida já devi demais
Vivo pagando pra poder saldar a verdade
Mas a verdade é que ainda pagarei muito mais
Se eu soltasse você me libertaria
Pois nesta vida já me prendi demais
Vivo esperando para ser livre de verdade
Mas a verdade é que ainda me encarcerarei muito mais
JÁ
Já
Às vezes acho que eu já não agüento mais
E não consigo te dizer - já nunca mais
Às vezes fujo dela como se houvesse mais
Às vezes acho que eu já não agüento mais
Às vezes penso que eu já não penso mais
E vez ou outra deixo a vontade passar
E acho normal que já não possa haver mais
Às vezes penso que eu já não penso mais
Às vezes sonho que eu já não sonho mais
E morto de cansaço eu já não durmo mais
E novamente durmo molhado em suor
Às vezes sonho que eu já nunca sonhei mais
Às vezes vejo que eu já não vejo mais
Já os óculos escuros são pra que não veja mais
E fico cego pra não enxergar nunca mais
Às vezes vejo que eu já não vejo mais
Às vezes acho que eu já não agüento mais
E não consigo te dizer - já nunca mais
Às vezes fujo dela como se houvesse mais
Às vezes acho que eu já não agüento mais
Às vezes penso que eu já não penso mais
E vez ou outra deixo a vontade passar
E acho normal que já não possa haver mais
Às vezes penso que eu já não penso mais
Às vezes sonho que eu já não sonho mais
E morto de cansaço eu já não durmo mais
E novamente durmo molhado em suor
Às vezes sonho que eu já nunca sonhei mais
Às vezes vejo que eu já não vejo mais
Já os óculos escuros são pra que não veja mais
E fico cego pra não enxergar nunca mais
Às vezes vejo que eu já não vejo mais
Procuro a solidão escura da noite
Em tuas unhas castigos e açoites
Cravando lento profundo em meu peito
Sempre que ouço os amigos do vento
Acorde lento, armadilha do tempo
Ao mar amado armado até os dentes
Pois não desfaço os caminhos violentos
E cumprimento infelizes contentes
Suspiro assim tirando tuas roupas
Fantasiando ser teu rei de copas
Em teus seios nus surgindo pra mim
Imagem fresca no Rio ou Parati
Atropelado freneticamente
Acorrentado e perdidamente
Aniquilado sumariamente
Transfigurado sim, certamente
Quilometragem de curvas e retas
Passam diretas incertas corretas
Adulterados transvias e bondes
Emancipados de todas as sortes
Enquanto isso suspira o adentro
Sanguinolentos suspiros incertos
De mãos vazias palavras tingiam
As não erguidas impávidas líneas
Em tuas unhas castigos e açoites
Cravando lento profundo em meu peito
Sempre que ouço os amigos do vento
Acorde lento, armadilha do tempo
Ao mar amado armado até os dentes
Pois não desfaço os caminhos violentos
E cumprimento infelizes contentes
Suspiro assim tirando tuas roupas
Fantasiando ser teu rei de copas
Em teus seios nus surgindo pra mim
Imagem fresca no Rio ou Parati
Atropelado freneticamente
Acorrentado e perdidamente
Aniquilado sumariamente
Transfigurado sim, certamente
Quilometragem de curvas e retas
Passam diretas incertas corretas
Adulterados transvias e bondes
Emancipados de todas as sortes
Enquanto isso suspira o adentro
Sanguinolentos suspiros incertos
De mãos vazias palavras tingiam
As não erguidas impávidas líneas
Não me faça gritar
não me faça sangrar
não me faça pensar
o que eu não quero mais
o que eu não quero mais, não
me diga o que fazer, não
me diga o que dizer, não
me diga o que vestir, não
não sei o que fazer
não sei o que escrever
não sei o que dizer
não sei o que pensar
mas não me diga
mas não me diga
@@@@@@@@@@@@@@@@
Bom dia minha amiga, você já acordou?
Eu te dou meu perdão por dormir demais
Mas não me leve em seu sonho imaginário
Não me meta de pijamas num armário
Boa tarde minha amiga, você já almoçou?
Compreendo seu tesão por comer demais
Mas não me ponha em seu prato de operário
Não me distraia com as luzes do cenário
Boa noite minha amiga, você já rezou?
Acredito em você se você acreditou
Mas não me faça repetir seu sermão
Não me confunda com o que se vê a diário
@@@@@@@@@@@@@@@@
Noite dia noite então
separe as pálpebras para ver melhor
não se confunda com o examinador
nem se aconselhe com o pobre pecador
Noite dia noite então
Apure os fatos pra entender melhor
Não leia artigos que te causem dor
Nem se apavore se não há ninguém melhor
não me faça sangrar
não me faça pensar
o que eu não quero mais
o que eu não quero mais, não
me diga o que fazer, não
me diga o que dizer, não
me diga o que vestir, não
não sei o que fazer
não sei o que escrever
não sei o que dizer
não sei o que pensar
mas não me diga
mas não me diga
@@@@@@@@@@@@@@@@
Bom dia minha amiga, você já acordou?
Eu te dou meu perdão por dormir demais
Mas não me leve em seu sonho imaginário
Não me meta de pijamas num armário
Boa tarde minha amiga, você já almoçou?
Compreendo seu tesão por comer demais
Mas não me ponha em seu prato de operário
Não me distraia com as luzes do cenário
Boa noite minha amiga, você já rezou?
Acredito em você se você acreditou
Mas não me faça repetir seu sermão
Não me confunda com o que se vê a diário
@@@@@@@@@@@@@@@@
Noite dia noite então
separe as pálpebras para ver melhor
não se confunda com o examinador
nem se aconselhe com o pobre pecador
Noite dia noite então
Apure os fatos pra entender melhor
Não leia artigos que te causem dor
Nem se apavore se não há ninguém melhor
NÃO ADIANTA
Não adianta
(foi você quem mudou)
26-02-07 de manhã
Eu sei
Já te disseram não
Já te disseram não te quero mais
E você
Não pôde nem raciocinar
Não adianta saber o que você faz
Nem adianta saber que foi você quem mudou
Eu sei
Que ninguém percebeu
Nem fez questão de ver o que mudou
Não quis saber
Se isso te acrescentou
Não adianta saber o que você faz
Foi você quem mudou não foram os demais
Afinal que é você?
O que você deixou?
O que você construiu?
O que paralisou?
(foi você quem mudou)
26-02-07 de manhã
Eu sei
Já te disseram não
Já te disseram não te quero mais
E você
Não pôde nem raciocinar
Não adianta saber o que você faz
Nem adianta saber que foi você quem mudou
Eu sei
Que ninguém percebeu
Nem fez questão de ver o que mudou
Não quis saber
Se isso te acrescentou
Não adianta saber o que você faz
Foi você quem mudou não foram os demais
Afinal que é você?
O que você deixou?
O que você construiu?
O que paralisou?
A MEUS AMIGOS (queridos)
Héctor
Quando você está
Não há ninguém aqui
Ninguém aqui quando você está
Embora haja alguém aqui
Eu não consigo ver ninguém
Você é o cara mais perdido que conheço
E reconheço que perdido você é mesmo o cara
Além do mais você não é mais meu amigo
Você não está comigo quando preciso de você
Às três horas da manha só você pode ajudar
Mas eu não sei o que é que há
Acho que é seu modo de andar
Você manca de uma perna
E isso me faz pensar
Se isso é um artifício ou se você fez da arte seu ofício
Mesmo assim sei que é difícil
Aceitar alguém como eu - e ainda diria mais
Sei que deve ser difícil aturar alguém como eu
@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Nemer
Tratando-se de você
Não posso dizer que se trata de um tratante
A culpa é minha quando você se vai
Pois eu não vou a nenhum lugar
Enquanto você não chegar
A pesar de pesar no orçamento faço
Chegar até você pêsames e meus pesares
Meus pouco-olhares e diversos dizeres
Porque você é especial pra mim
Porque você me faz espairecer o ser
Pois você é o chefe de sua seção
Pois você é o que não há e o senão
E aparentemente é só um cabeludo a mais
Perto do natural
Que naturalmente procurou seu lar
Perto do natural
@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Cristiano
E você -
Você é foda
Como falar do que não se vê?
Como não usar o que não passa de moda?
No começo eu te ensinei às duas horas da manhã
Depois foi sua vez às onze horas da manhã
Passar batido sem bater o carro
E nem tirar sarro de quem não fez igual
Atreveria-me a aterrorizar
Seus teclados na mesa de um bar
E faze-los soar
E no meu palco tocar
Hein?!
Você não ouve muito bem
E eu não ligo pro que houve
Da ultima vez foi você, eu sei
Mas ontem sei, fui eu também
E nesse ziguezague e nesse badulaque
E nesse wuaru-wuaru e nesse bate-bate
E nessa lenga-lenga, não se surpreenda
Você não me mantenha, não se contenha
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Lelê
Sei que você não está, mas quando está, está tudo bem
Lá perto do barquinho eu te conheci, lá no bar...
Já fiz canção de você, já fiz canção pra você
Só espero o dia em que eu fizer canção com você
Não posso dizer que não aprecio seus prazeres
Mas se quiseres álcool sou champagne
E se quiseres cerveja sou budweiser
Na delicadeza do usual a sofisticação
- sempre repousa
O clássico é o popular dos amantes
E o popular dos amantes é um clássico!
Classifico como usual o que acontece
Pois o que acontece é o que é usual
Claramente preferes as penumbras
Das luzes todas, só a que necessitas
Do dia, a noite é a melhor parte
Pois partes do princípio dia-e-noite
Agora eu só
Ouço o som
Daquela ausência
- Repentina -
E do seu gosto
A serpentina
- Daquela –
Que alucina
Quando você está
Não há ninguém aqui
Ninguém aqui quando você está
Embora haja alguém aqui
Eu não consigo ver ninguém
Você é o cara mais perdido que conheço
E reconheço que perdido você é mesmo o cara
Além do mais você não é mais meu amigo
Você não está comigo quando preciso de você
Às três horas da manha só você pode ajudar
Mas eu não sei o que é que há
Acho que é seu modo de andar
Você manca de uma perna
E isso me faz pensar
Se isso é um artifício ou se você fez da arte seu ofício
Mesmo assim sei que é difícil
Aceitar alguém como eu - e ainda diria mais
Sei que deve ser difícil aturar alguém como eu
@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Nemer
Tratando-se de você
Não posso dizer que se trata de um tratante
A culpa é minha quando você se vai
Pois eu não vou a nenhum lugar
Enquanto você não chegar
A pesar de pesar no orçamento faço
Chegar até você pêsames e meus pesares
Meus pouco-olhares e diversos dizeres
Porque você é especial pra mim
Porque você me faz espairecer o ser
Pois você é o chefe de sua seção
Pois você é o que não há e o senão
E aparentemente é só um cabeludo a mais
Perto do natural
Que naturalmente procurou seu lar
Perto do natural
@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Cristiano
E você -
Você é foda
Como falar do que não se vê?
Como não usar o que não passa de moda?
No começo eu te ensinei às duas horas da manhã
Depois foi sua vez às onze horas da manhã
Passar batido sem bater o carro
E nem tirar sarro de quem não fez igual
Atreveria-me a aterrorizar
Seus teclados na mesa de um bar
E faze-los soar
E no meu palco tocar
Hein?!
Você não ouve muito bem
E eu não ligo pro que houve
Da ultima vez foi você, eu sei
Mas ontem sei, fui eu também
E nesse ziguezague e nesse badulaque
E nesse wuaru-wuaru e nesse bate-bate
E nessa lenga-lenga, não se surpreenda
Você não me mantenha, não se contenha
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
Lelê
Sei que você não está, mas quando está, está tudo bem
Lá perto do barquinho eu te conheci, lá no bar...
Já fiz canção de você, já fiz canção pra você
Só espero o dia em que eu fizer canção com você
Não posso dizer que não aprecio seus prazeres
Mas se quiseres álcool sou champagne
E se quiseres cerveja sou budweiser
Na delicadeza do usual a sofisticação
- sempre repousa
O clássico é o popular dos amantes
E o popular dos amantes é um clássico!
Classifico como usual o que acontece
Pois o que acontece é o que é usual
Claramente preferes as penumbras
Das luzes todas, só a que necessitas
Do dia, a noite é a melhor parte
Pois partes do princípio dia-e-noite
Agora eu só
Ouço o som
Daquela ausência
- Repentina -
E do seu gosto
A serpentina
- Daquela –
Que alucina
Cavaleiro errante
Eu vejo tudo nublado
Como num conto de fadas
Eu vejo tudo dobrado
Como página de fábula
Cavaleiros da távola
Que na sua névoa alcoólica
Procuraram o cálice
Em sua névoa triste e bucólica
Não enxergaram um palmo à sua frente
E não descontaram na sua breve vista
Visão distante do cavaleiro errante
Sempre confiante e o seu moinho à vista
Eqüidistante cavaleiro errante
Desmascarado arfante e ofegante
Opera mundos em mundos distante
Sempre operante altivo e constante
Como num conto de fadas
Eu vejo tudo dobrado
Como página de fábula
Cavaleiros da távola
Que na sua névoa alcoólica
Procuraram o cálice
Em sua névoa triste e bucólica
Não enxergaram um palmo à sua frente
E não descontaram na sua breve vista
Visão distante do cavaleiro errante
Sempre confiante e o seu moinho à vista
Eqüidistante cavaleiro errante
Desmascarado arfante e ofegante
Opera mundos em mundos distante
Sempre operante altivo e constante
Eu te amaria
Arranha céus nesta noite querida
Empunha a faca e estilhaça a ferida
E faça certo tal como há próximo dia
Na categoria de uma vital agonia
Murmura ao longe a esperança perdida
Que de falida só tem a sua fidalguia
Atormentado o ser por mais superado
Assim dizias quando estavas dormida
E quero dar-te o nada
E refrescar-te o seco
Qualquer eco só o ar sofreria
E eu te amaria se fosses minha...
Empunha a faca e estilhaça a ferida
E faça certo tal como há próximo dia
Na categoria de uma vital agonia
Murmura ao longe a esperança perdida
Que de falida só tem a sua fidalguia
Atormentado o ser por mais superado
Assim dizias quando estavas dormida
E quero dar-te o nada
E refrescar-te o seco
Qualquer eco só o ar sofreria
E eu te amaria se fosses minha...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Pequenos contos (espanhol)
El taller de cuentos
Un día, cuando estaba en la universidad buscando qué materia nueva haría el próximo semestre, mi novia me dió la idea de hacer un taller de cuentos. “Claro, a ti te gusta escribir, y además será bueno para que entiendas mejor lo que es un cuento”. Puedo deciros que en realidad aún no sé lo que es un cuento. Es decir, sabemos que es un relato breve, que trata apenas de un suceso, que normalmente tiene un final sorprendente o por lo menos inesperado, sabemos que no pasa de media hora de lectura compenetrada, enfin, ¡un cuento es un cuento!
En las primeras clases me llamó la atención la descontracción con la que el tema era abordado, la disposición con que las personas actuaban frente al fenómeno “cuento”. Hoy, después de haber pasado algunos meses tratando acerca del tema, me doy cuenta de que el cuento es una actividad inerente al espíritu humano; contamos cuentos a nuestros niños para hacerlos dormir, en el bar (al conversar con nuestros amigos siempre tenemos un nuevo cuento que contar), el folclore está repleto de cuentos y literaturas que tratan únicamente del asunto, etc.
La realidad que encontré en el mundo de los cuentos me hizo escribirlos tomando siempre el punto de vista crítico y mi visión panorámica. La seriedad entró en mi camino y los símbolos pasaron a ser cada vez más comunes en mi escritura. Creo que también me favorece mi buen humor – o por lo menos mi predisposición a él – haciendo que los relatos adquieran una atmósfera, ¿cómo diría...? relajada.
Pero lo que nos interesa en esta crítica es saber sobre cómo hemos adoptado la idea de la asignatura “Taller de Cuentos”. Creo que las consideraciones por parte de la profesora fueron justas y directas a jusgar adónde queríamos llegar que, supongo, era la producción textual en lengua española.
Muy bién. Pero... ¿dónde quedó la gran tradición oral brasileña de contar los cuentos? Quiero decir, habiendo tantos buenos cuentistas populares en el Brasil cotidiano ¿por qué no aprovechar ese talento natural para, en algunas clases, trabajar con el cuento oral espontáneo e improvisado en lengua española? No creo que fuese mala idea.
Siempre aproveché las sugerencias y las correcciones de la orientadora. Las oí y pensé al respecto. Algunas veces pensé que no había logrado ser comprendido, lo que me llevó a pensar que el error está, normalmente, en el escritor, y no en el lector. Muchas veces no estube de acuerdo con los cambios que me fueron propuestos y por varias veces los ignoré. Pero muchos otros fueron aceptados, repensados y corregidos.
Los siguientes textos fueron las producciones hechas en aquél curso que me atrajo, en un primer momento y me apasionó, en el siguiente. Los textos entán dispuestos de manera que no siguen un orden cronológico. A medida en que las propuestas eran hechas, la producción textual se desarrollaba de forma paralela a los temas abordados. Lo que me llevó a barajarlos fue la necesidad de organizar un trabajo homógeno descondiderando la cuestión cronológica.
Félix
Cuando era joven conocí a un niño que se llamaba Félix. Un día Félix abrió sus brazos. Los agitó y comenzó a volar. Voló, voló y voló hasta perderse de vista.
Encuentro
Pasaba distraída por el verde central de la avenida. Al alzar sus ojos vítreos por entre las gafas diseñó una sonrisa encerrada en ellas. Luego, la siguieron los dientes que se dieron a lucir, trayendo consigo un pequeño agujerito en su mejilla. Dejó caer la cabeza suavemente hacia un costado. Por un instante se detuvo y luego entró en el coche de su novio.
Mitología
Hicieron un círculo entre las tres mientras conversaban esperando el colectivo. Se pararon en una triangulación perfecta. Al mismo tiempo, un tipo escribía frenéticamente aprovechando el momento en que el autobús se detenía ante las chicas. Las tres ninfas estarían en su historia y ella sería escrita dentro de los pocos segundos que separan el detenerse, y el volver a andar de un autobús.
Sueños
Cuando pequeña pensaba que las nubes eran hechas de algodón y no de agua. Al crecer, pensó que su pañuelo sería arrojado al varón y devuelto en una gran boda. En el momento que se enamoró, pensó que para siempre sería feliz. Por motivo del nacimiento de su hijo, creyó que sería una mujer realizada. ¡Qué feliz había sido! Vivió creyendo fielmente en todos esos sueños.
El arte de la fuga
El violín era melodioso y el contrabajo trazaba un contrapunto perfecto. Se podría haber dicho que no habría otros músicos en el escenario además de ellos. En el cuarto compás de un Allegro, ambos músicos, violinista y bajista, salieron en disparada por entre las butacas, despidiéndose del espectáculo.
Mal entendido (Insectos I)
Un hombre siente un toque en su hombro que lo hace volverse hacia atrás. Luego, siente una gran picazón en la parte inferior de la nuca. Casi al instante, se da cuenta de que el primer topón es ahora un segundo golpe, y le da la cara enfurecida a su oponente. Al mismo tiempo cae una oruga en el asiento lateral, arrojada por el segundo manotazo. A aquella altura, el hombre se enoja con el chico que le ha sacado el insecto de encima.
Reglas
Las nuevas reglas para redactar reglas son tres:
1_ No repetir nunca una regla
2_ Nunca repetir una regla
Insectos II
Su cliente no apareció como de costumbre, así que tendría una hora más en su agenda para descansar. Juntó sus pocas cosas en los bolsillos de sus pantalones y se echó a la calle. Pensó en buscar por un lugar diferente al que visitaba habitualmente, pero al atravesar la calle se dio cuenta de que se dirigía al preciso lugar donde come todos los días. Allí echó una mirada a la carta que anunciaba los deliciosos emparedados que escogía día tras día. Hoy sería la vez del queso y del jamón. Pagó por el sándwich y por la gaseosa antes de servírselos. Ya a la mesa, sacó su móvil del bolsillo izquierdo y lo dejó sobre la mesa como que mirándolo, para que no se le fueran las horas ni las llamadas. Al lado del teléfono posicionó cuidadosamente su personal estéreo y se puso los auriculares. Escuchó los primeros acordes de Sargent Pepper Lonely Hearts Club Band, “el mejor disco de todos los tiempos”, pensó. Mientras la música danzaba en sus oídos devoraba su bocadillo y su bebida. Cuando terminó su merienda, una abeja curiosa desvendaba el insólito líquido dentro del vaso de plástico. El hombre de negocios ahora detenía su atención en las formas diminutas de aquél insecto que, para él, tenían una dimensión cósmica. Las pequeñas rayitas que llevaba en su abdomen contrastaban las negras con las naranjas, y los pequeños pelitos de sus patitas eran semejantes a los del tórax, con excepción a sus colores. Las alas eran enormes en relación al cuerpecito y parecía imposible que telas tan delicadas y transparentes hicieran volar a aquel insecto, obviamente, dadas las debidas proporciones. Entonces el negociante decidió acercarse más a su objeto de observación. Medio segundo después de fijarse en las segmentaciones de sus antenitas la pequeña abeja abrió sus alitas y voló.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O eu
O erro é o eu
Vir a ser ou não vir a ser
Ser ou não ser
O cérebro é do tempo
A mente não
O inimigo é o tempo
A transformação que se busca
Ser ou não ser
O pensamento é do tempo
O relógio não
Vivo no tempo porque penso
Penso que eu vivo no tempo
Não tenho tempo pra pensar
E pensar que já nem tenho tempo...
Não existe nada (e)
Ao mesmo tempo
- tudo
Vir a ser ou não vir a ser
Ser ou não ser
O cérebro é do tempo
A mente não
O inimigo é o tempo
A transformação que se busca
Ser ou não ser
O pensamento é do tempo
O relógio não
Vivo no tempo porque penso
Penso que eu vivo no tempo
Não tenho tempo pra pensar
E pensar que já nem tenho tempo...
Não existe nada (e)
Ao mesmo tempo
- tudo
Quando quero
Quando penso em escrever de uma forma não usual , o faço como para que se note que o faço para que se entenda que o faço como para que se veja que o que eu quero o faço para como que se veja que o que eu quero e o que faço o faço como para que se pare o que é que eu faço com o que quero que se faça como que eu faço quando o que quero que se faça se faça quando quero.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
14, 15 ou 16 de junho de 2004
Ôba! Português! Uma garrafa de vinho é mais do que suficiente, um som ao lado e música moderna. Caneta e caderno. Passei já todos os números gravados em meu telefone, pensei em enviar mensagens mas ficaram registradas nas não-enviadas. Vinho, o relógio ao lado, a mochila ao lado cheia de papéis e dinheiro! É, dinheiro. 120, 60, 460, sei lá quanto. Isso mostra que não é o que movimenta meu mundo, prefiro a garrafa de vinho barata (nem tanto; R$ 35.00...), mas serve. No momento são quase oito horas e ouço uma música popular insuportável esperando “a hora do Brasil” acabar. Minha amiga Poliana provavelmente já toca seu violão no “Galeria”, o Francesco dá suas aulas, o Lelê trabalha assim como o Cristiano. O Zé Juninho deve estar “namorando gostoso” (!) e o Buruna e o Fabiano casados e com filhos assim como o Bié (vou te comer em pé)... O Nemer está no “Ai que dor!”, o Renatão na aula, o Pitty na sua e os outros amigos sei lá por onde andarão. Fico minha garrafa e eu... Ah! sem esquecer dos forrós do Pará que ouço no momento. Mas esta caneta é ótima, de escrita fina e rápida, ávida por espaços em branco.
Ás vezes me pergunto como estarão os meus; meu pai, Carleba, mamãe y el Christian (que não tem nada com isto) parece que não, mas sinto muito a falta deles. Sinto a falta de Edith e de sua sabedoria quase secular e de Cornélio e de seus “toques” sobre como sustentar o insustentável e, é claro, de seus papos sobre futebol, embora eu não acompanhe os campeonatos do esporte. Aliás gosto cada vez menos, vai ver é porque eu não posso jogá-lo (la del pica’o).
Ah...! Música moderna... adoro! É minha companheira mais fiel – sei que eu não sou – mas é inanimada, não pede nada e não reclama (nem solta as tiras).
Tudo veio em bom tempo, não posso correr, nem nadar, nem dançar, nem... bom, foda-se! (la del pica’o nuevamente) pero puedo escribir... ups! Nem me dei conta e já estava escrevendo em Spanish.
Um amigo meu morreu esta semana, ele caiu da lage (teto) e teve traumatismo craniano, passou uma semana e morreu, anteontem... o mais louco é que ele era completamente doido na direção, no carro. Eu dizia a ele que qualquer dia destes ele morreria no concreto de um poste de iluminação pública. Não conheço nada sobre a vida...
Quase trinta e não sei nada! Pôrra nenhuma! Se soubesse estaria com os vivos. Se eu soubesse estaria com os vivos.
Acho que tudo é uma questão de aceitação. É! de aceitação. Porque não penso que haja uma razão ou algum determinismo que dirija ou conduza a ordem natural das coisas, acho que o caos está espalhado e basta descobrirmos que é tudo uma brincadeira e aceitarmos-na como tal. Rir da vida e do espelho... (...)(acho que é o mais adulto que eu disse desde “Ordem de Santiago 1190”) Voilá! I’m getting drunk and I love it! Over again. It’s just a matter of being (or not) so I am… I am still...
Ás vezes me pergunto como estarão os meus; meu pai, Carleba, mamãe y el Christian (que não tem nada com isto) parece que não, mas sinto muito a falta deles. Sinto a falta de Edith e de sua sabedoria quase secular e de Cornélio e de seus “toques” sobre como sustentar o insustentável e, é claro, de seus papos sobre futebol, embora eu não acompanhe os campeonatos do esporte. Aliás gosto cada vez menos, vai ver é porque eu não posso jogá-lo (la del pica’o).
Ah...! Música moderna... adoro! É minha companheira mais fiel – sei que eu não sou – mas é inanimada, não pede nada e não reclama (nem solta as tiras).
Tudo veio em bom tempo, não posso correr, nem nadar, nem dançar, nem... bom, foda-se! (la del pica’o nuevamente) pero puedo escribir... ups! Nem me dei conta e já estava escrevendo em Spanish.
Um amigo meu morreu esta semana, ele caiu da lage (teto) e teve traumatismo craniano, passou uma semana e morreu, anteontem... o mais louco é que ele era completamente doido na direção, no carro. Eu dizia a ele que qualquer dia destes ele morreria no concreto de um poste de iluminação pública. Não conheço nada sobre a vida...
Quase trinta e não sei nada! Pôrra nenhuma! Se soubesse estaria com os vivos. Se eu soubesse estaria com os vivos.
Acho que tudo é uma questão de aceitação. É! de aceitação. Porque não penso que haja uma razão ou algum determinismo que dirija ou conduza a ordem natural das coisas, acho que o caos está espalhado e basta descobrirmos que é tudo uma brincadeira e aceitarmos-na como tal. Rir da vida e do espelho... (...)(acho que é o mais adulto que eu disse desde “Ordem de Santiago 1190”) Voilá! I’m getting drunk and I love it! Over again. It’s just a matter of being (or not) so I am… I am still...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
É incerto o que dizer
E o que fazer com isto
Perto do que há de ser
Sem querer mais do que há
Não há de ser por querer
Que mais há de bem querer
E tudo parece que não
Há de ser contudo me parece
Que há mais em mim do que
Em você por mais que eu queira
Não vejo eira estou na beira
De um colapso nervoso
E o ar me respira e me sente
Mais do que o mar que eu molho
E do seu olho que eu quero ver
E da sua boca que eu beijo assim
Seus braços que eu abraço
E seu sexo que só eu gozo
E seu mundo que só eu giro
Num suspiro seu eu inspiro
E o sol que eu sinto e que queimo
Me alenta e eu passo rápido
E a rapidez a passo lento
Da vida breve que você me vive
E o que fazer com isto
Perto do que há de ser
Sem querer mais do que há
Não há de ser por querer
Que mais há de bem querer
E tudo parece que não
Há de ser contudo me parece
Que há mais em mim do que
Em você por mais que eu queira
Não vejo eira estou na beira
De um colapso nervoso
E o ar me respira e me sente
Mais do que o mar que eu molho
E do seu olho que eu quero ver
E da sua boca que eu beijo assim
Seus braços que eu abraço
E seu sexo que só eu gozo
E seu mundo que só eu giro
Num suspiro seu eu inspiro
E o sol que eu sinto e que queimo
Me alenta e eu passo rápido
E a rapidez a passo lento
Da vida breve que você me vive
COMEMORAR
Vamos quebrar os elos que nos separam
Sentir ativa a vida que nos assalta
Assistir o filme e mudar o final
Avida é feita pra comemorar
Saltar o precipício que quer nos devorar
E alcançar o monstro que quer nos alcançar
Vamos fazer a rua inteira despertar
Vamos rodar a noite inteira sem pestanejar
Para esquecer o tempo e a morte
Parar na esquina e jogar na sorte
Dizer adeus às dívidas com Deus
A vida é feita pra comemorar
Sentir ativa a vida que nos assalta
Assistir o filme e mudar o final
Avida é feita pra comemorar
Saltar o precipício que quer nos devorar
E alcançar o monstro que quer nos alcançar
Vamos fazer a rua inteira despertar
Vamos rodar a noite inteira sem pestanejar
Para esquecer o tempo e a morte
Parar na esquina e jogar na sorte
Dizer adeus às dívidas com Deus
A vida é feita pra comemorar
JOELHO
Joelho é uma dobradiça natural situada na parte inferior corpórea entre o órgão reprodutor e os pés. Bem no meio. Faz a mediação entre o ir e o se propagar. Pode ser sexy ou avassalador; enrugado ou esfolado ; direito ou esquerdo; são ou danado. Neste momento não falo de um em particular, mas de qualquer um. Joelho. Muita gente pensa em porco quando ouve a palavra, outros em redenção e há os que pensam em milho. Eu só penso no meu. Esquerdo.
Noite e dia
Cheia e clara a noite
sobrevoa os atlânticos
e ilusórios prazeres do
lado bêbado do mundo
e em clara melancolia
move-se rápido pelas sombras
de cosmopolita amestrado
E caberia contratar a lua
em serenata e cantar-lhe
à estrela a alvorada e
saturar de aurora
a poesia feito minha
feito noite e dia
sobrevoa os atlânticos
e ilusórios prazeres do
lado bêbado do mundo
e em clara melancolia
move-se rápido pelas sombras
de cosmopolita amestrado
E caberia contratar a lua
em serenata e cantar-lhe
à estrela a alvorada e
saturar de aurora
a poesia feito minha
feito noite e dia
Antes, quando as notas de dez eram muito
E muitos dias faltavam para chegar aos de hoje
O tempo era mais absoluto
Hoje ele escapa, ele foge... e...
Fogo! A neblina acoberta o que
Rola por baixo dos falsos incêndios
E isso era tudo
Tundra e tormenta
De húmidas sendas;
Rios de lava,
E na água cíclica
Meus pijamas profana o passo
D’alma em busca de sonhos
Que nunca mais se foram – vento
Naquela instância
Àquela distância
E a passo lento
E muitos dias faltavam para chegar aos de hoje
O tempo era mais absoluto
Hoje ele escapa, ele foge... e...
Fogo! A neblina acoberta o que
Rola por baixo dos falsos incêndios
E isso era tudo
Tundra e tormenta
De húmidas sendas;
Rios de lava,
E na água cíclica
Meus pijamas profana o passo
D’alma em busca de sonhos
Que nunca mais se foram – vento
Naquela instância
Àquela distância
E a passo lento
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